EeB espaço musical
Desde que a era da (des)informaçom inundou as nossas vidas som moitas as mudanças que se tenhem producido na maneira de as vivermos, mas o que se viu mais poderosamente afectado foi, sem dúvida, o nosso hábito de consumo (occidental way of life & development).Com efeito, podo confessar sem pudor que levo anos sem mercar um disco (que nom é o mesmo que nom investir em música, olho!) e, agás contadas e extraordinárias excepções, moitíssimo tempo sem acudir ao cinema, quando menos de maneira regular. Todo está na Internet, nom si? Há quem vê neste feito (como o Pequeno-Ramón e o Luís Robos, da celebérrima SGAE) um atentado contra o Status Quo que deve ser reparado com leis, gravames e impostos vários. Há outras persoas, coma mim, que vem nisto uma consequência lógica da deriva dos tempos modernos, entendendo que som os criadores (t.c.c. "iluminados") quem devem adaptar-se à persoa consumidora, inovando e procurando novos canais de transmissom e ideias para fazerem atractivo o seu trabalho, e nom as persoas consumidoras quem tenhem de defrontar o custo do imobilismo e patetismo evolutivo desta grande caterva de pseudo-progres que fumam picadura, consomem cocaína (esporadicamente) e levam casacas com cotoveleiras.
Felizmente, o feito que exponhia no princípio do anterior parágrafo acaba de mudar. Por que (seguramente nom vos perguntareis)? Porque um grupo do que gosto moito, os granadinos Los Planetas, venhem de sacar hoje mesmo um novo CD recompilatório, que vem sendo uma espécie de antecipo do que será o seu novo disco de estudo (teórica causa de que este ano nom acudiram finalmente ao Festival do Norte vilagarciám. Caghiná!).
Por pouco mais de 27 ouros (€) já pedim via Internet o pacote completo: CD ("Principios de Astronomía", 18 temas + 1 inédito), DVD (22 videoclips) e mais banda desenhada de Juanjo Sáez. Assim da gosto mercar!
Podeis escoitar o tema inédito "Soy un pobre granaíno" no seu myspace e também encarregar o novo disco em ediçom limitada (CD + DVD + Banda desenhada) ou corrente (CD).
Mais info sobre o novo disco nesta ligaçom.
Para quem goste da segunda pirataria mais importante do século XXI, logo da de Somália, pode descarregar o CD (versom simples) na seguinte ligaçom (rede Bit-Torrent).
Adenda #1: Descarregamento direito desde El Rincón de Kik.
Saúde e viva a músicahostia!
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Saúde e viva a música
7.7.09 | Etiquetas: Los Planetas, Principios Básicos de Astronomía | 0 Comentários
Cuando el mundo es gilipollas: Timofónica, Guarrafone & more
Hoje chamárom-me por milésima vez os de Timofónica, através do seu número de telefone 1485 (telemarketing). Desde princípios do mês de Junho levo recebido umas 30 chamadas ou mais desde esse número, moitas vezes incluso a horas raras de caralho e as mais das ocasiões em momentos inoportunos (horário de trabalho, no jantar etc.). Desde que todas estas empresas se deslocárom a países do inframundo (eu nom gosto dos eufemismos), qualquer chamada à hora que for pode justificar-se porque a idoneidade do momento sempre será opinável (a próxima vez que contrate algum puto produto que acrescente(?) a minha comodidade ocidental vou pôr no contrato que pola minha religiom tenho de dormir 24 horas ao dia, os 7 dias da semana. E uma demanda por atentar contra a religiom de alguém deve ser pior do que uma por conhecer analmente um bebé epiléptico, assim que nom creio que se lhes ocorra violar o meu tempo com as suas ofertas de merda).
Alguma vez (quando há gana de léria incendiária) tenho atendido o telemóvel para tentar um impossível: que o meu número desapareça da base de dados de empresas com as que nunca tivem contacto. O curioso do caso é que as mais das vezes nom contesta ninguém, com o conseguinte alporizamento "sim-ou-sim". Parece ser que este efeito "há alguém aí?" vem dado porque é uma computadora a que marca os milheiros de números (usurpados ou emprestados) continuamente procurando que qualquer despistado/a conteste inocentemente e, quando isso se passa, som necessários uns segundos até que um/a escravo/a operador/a atende a chamada ganhadora para oferecer-te a "oferta del mes" (them vieja): um pene de macaco (pito-de-mono) e 6.000.000 de SMS ampliáveis a 12.000.000 se contratas o novo e ridiculamente desnecessário telemóvel submergível que brilha na escuridade com MP3 e MPorCulo.
Se alguma vez vos vedes na mesma situaçom ca mim (é case impossível que nom seja assim), recordo-vos uma técnica, que circulou há algum tempo polas caixas de correios electrónicos, para vos livrardes desta deshonrosa prática de spam telefónico.
Saúde e filtros anti-spam!
6.7.09 | Etiquetas: 1485, Timofónica | 2 Comentários
Las mágicas aventuras de Sr. Cactus
3.7.09 | Etiquetas: calvo de LIDL, Dertycia, LIDL, Sr. Cactus | 0 Comentários
(anti)publicidade
No estás cansad@ de que sean los demás los que disfrutan del éxito? No es hastío lo que sientes cuando ves que la asquerosa rata que se sentó durante 3 años en el pupitre de tu lado es ahora una semi-cualquiera con aspiraciones que cantó en OT y la echaron de cuarta? No te asquea comprobar que la habían seleccionado simplemente por cantar con su-normalidad? No deseas tener su glamurosa vida de mendicidad musical de bares de carretera? Acaso no te lo mereces? Claro que sí? Por qué ella o su insufrible mánager hermafrodita pueden ser portada de revista y no TÚ, que te lo has currado?
Especialmente para tí nace la nueva revista de glamourrrr «Mierda Pocha», la única revista que te cuenta lo que posiblemente no sepas porque
«Mierda Pocha» es la jodida información que necesitas para darle un vuelco a tu
Cualquier
En la actualidad se dicen y se oye hablar sobre muchas cosas: los tamagotchis, Dios, la capa de ozono, el amor etc. Pero... habías oído hablar de la gravedad antes de leer que un fulano la inventó en el siglo no-sé-cuántos antes o después de Cristo? Claro que no, amig@! El marketing convirtió la gravedad en un hecho y, por la ley de la reciprocidad, el hecho en grave. No te dejes engatusar por esos gurús intelectualoides que despotrican del morbo y la bazofia informativa. Ya hemos visto que el mismo Newton demostró la correlación existente e inquebrantable entre hechos graves y hechos interesantes.
No dejes pasar la oportunidad de leer y consultar ahora y siempre la nueva revista «Mierda Pocha», una nueva (NEW) y mágica publicación que hace tu vida interesante, impactante, súbita, payasa, nueva, pam!, elefante, estilosa, nueva, sexo, joder! Convierte tu mundo en algo consumible, déjate llevar por la infame necesidad de ser alguien en el mundo! Deja tu huella para la
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«Mierda Pocha»... es tu mierda!
1.7.09 | Etiquetas: Mierda Pocha | 2 Comentários
História do mundo laboral: das origens ao tempo dos recursos humanos (vol. II)
Na época da antiga Roma todo eram abraços traseiros e bicos genitais. Por que? Pois moi singelo: porque nom havia paro e a homossexualidade era cool.Daquela o ser humano fixo o que melhor sabe fazer: fode-lo todo improvisar drogar-se testar cousas novas. E havia tempo que alguns eruditos procuravam certas mudanças e câmbios que os figessem ricos sem levantar suspeitas melhorassem a qualidade de vida dos seus coetâneos.
Ao primeiro começaram por regular o tráfico, instalando semáforos em todas as redondas. Mas a ausência de quadrigas entre as classes baixas e meias impossibilitou o sucesso da medida. Para emendar o erro, decretarom-se bacanais e concursos de saltos de trampolim de 3 metros. Pronto a gente esquecera a infrutífera decisom dos semáforos. Brilhante!
Inspirados pola permeabilidade e entusiasmo do povo romano, os eruditos (case todos de apelido holandês) testarom múltiplas medidas e procedimentos destinados a converter a sociedade da época na meirande e mais desenvolvida civilizaçom da história: construçom de vias de comunicaçom, de canais e sistemas de irrigaçom e abastecimento, campanhas de "neveiras para todas", créditos brandos para poder paga-las, serviço nocturno de buses post, pre e durante orgias, bolsas de estudos Horácio para a mobilidade riso-remunerada dos e das universitárias ou a criaçom do famoso circo romano forom algumas das novidosas ideias levadas a cabo por este comité de eruditos de ascendência holandesa.
O povo romano nom puido ficar mais contente, pois as bacanais gratuitas compensatórias aumentarom exponencialmente durante este período, convertendo este tempo no de maior extensom de enfermidades venéreas da história. Porém, nom todo eram más novas do ponto de vista sanitário, mas também do económico. As arcas estavam valeiras a princípios já do século II, após décadas de gasto desenfreado dos quartos públicos (o verdadeiro celme da queda do Império séculos mais tarde, debilitado por nom poder afrontar os ingentes gastos da guerra contra os povos germânicos invasores, com um amplo conhecimento e domínio
Tras o estrepitoso fracasso das medidas desenvolvidas polo desnortado grupo de eruditos, a única saída possível foi a que os próprios génios do pensamento se virom na obriga de tomar: a criaçom de um exército profissional, a quem pagariam em sacas de sal (de aí a denominaçom actual de «salário») ao primeiro, em sacos de estúpidos estupendos (origem da palavra actual «estipêndio») despois e em canções (prática da que se deriva a palavra «sol-do», já aglutinada na actualidade) finalmente. O exército seria, já que logo, o encarregado de manter a paz nos momentos de carência em que nom houvesse sexo gratis e constitui-se como o primeiro antecedente do trabalho grupal remunerado, técnica que chegou até os nossos dias moito mais desenvolvida: a empresa moderna.
No derradeiro artigo deste estudo histórico, o Dr. Dalalalcol desvelará as interioridades e outras intimidades da empresa moderna e as origens da sua hierarquizaçom actual.
30.6.09 | Etiquetas: Dr. Dalalalcol, trabalho | 0 Comentários
Eeb espaço (des)natural
Pescanova (ou como fiscalizar o teu nacionalismo de salom e -já postos- foder o meio marinho com um riso nos beiços)
Artigo de Manoel Santos —biólogo, escritor e produtor editorial— em Vieiros (26/06/2009) [adapt. e extr.]A empresa transnacional Pescanova, de orixe galega, está acusada en medio mundo de sobreexplotar bancos pesqueiros, de contaminar as costas, de esnaquizar a biodiversidade mariña e de contratar en condicións laborais abusivas, até negando dereitos sindicais.
A chantaxe: "Pescanova acaba de inaugurar o día 21 de xuño en Mira (Portugal) unha planta de cría de rodaballos. A devandita planta comezouse a construír cando, en 2007, o goberno galego entón compartido polo PSOE e o BNG, decidiu non permitir á empresa crear unha nova planta no cabo Touriñán, un espazo protexido da Rede Natura 2000. A reacción do Grupo pesqueiro que dende Vigo preside Manuel Fernández de Sousa foi inmediata: «Marchamos a Portugal», que na Galiza sempre representa, neste contexto, o Terceiro Mundo de Europa.
A deslocalización: "Para a planta de Mira o Estado portugués entregou a Pescanova –que se saiba– 45 millóns de euros en subvencións públicas directas –sen contar coas subvencións indirectas para melloras tecnolóxicas, infraestruturas de distribución, vantaxes fiscais…–, dos 140 millóns de euros do total do proxecto. Todo para criar, segundo a empresa, uns 200 postos de traballo –comezaron ofertando máis de mil–, aínda que en toda a costa galega pódese constatar que este tipo de plantas non adoitan empregar a máis de 50 persoas. Malia isto, facendo un rápido cálculo, resulta que cada emprego custou ás arcas públicas portuguesas nada menos que 225.000 euros, ou o que é o mesmo, Portugal pagará con cartos públicos o xornal completo dos traballadores e traballadoras de Pescanova –estimando 15.000 euros ao ano– durante 15 anos."
"Co cambio de goberno en Galicia, o PP ofreceu de novo a Pescanova violar o espazo virxe de Touriñán. Para que volvan á súa terra. Pescanova non o ve mal. Ao cabo, son dúas polo prezo dunha."
"Os postos de traballo de Pescanova, sempre menos dos que din e en condicións ben precarias, non só ameazan a nosa natureza e a nosa biodiversidade, esnaquizan os dereitos ambientais e sociais das poboacións máis vulnerábeis do planeta."
As prácticas: "Pescanova é unha depredadora, un paradigma da globalización e unha experta da deslocalización. A multinacional galega, cuxa estratexia é desde hai anos a de establecer empresas mixtas en terceiros países con regulamentacións ambientais, fiscais e laborais moi febles –ou inexistentes–, como Namibia (onde é o primeiro investidor estranxeiro), Mozambique, Chile, Honduras ou Guatemala (sen mencionar a vergoña de Portugal), contribuíu como ningunha outra a esnaquizar os caladoiros do mundo. Isto é o que denuncia Kiko Ortiz, do Observatorio da Débeda e a Globalización: «O modelo de empresas mixtas e venda de dereitos de pesca –aos que en moitas ocasións acódese para poder obter recursos e facer fronte así ao pagamento da débeda externa–, postas en marcha maioritariamente en África, saca á luz problemas de grande envergadura. En Senegal, por exemplo, este modelo eliminou en 15 anos a pesca local, e con ela o principal medio de obtención de proteínas nesta rexión de África. Acabouse co equilibrio sociocultural da rexión e co medio de vida de 47.000 pescadores artesanais en Senegal. E estes son procesos irreversíbeis que as empresas que os xeran non poden solucionar.»
O despropósito: "Ademais, Pescanova non só destrúe caladoiros, nin moito menos. A súa estratexia dende hai moitos anos vai tamén orientada á acuicultura e os impactos do seu modelo acuícola, sempre con plantas que son «as maiores do mundo», teñen efectos devastadores no medio ambiente e nas poboacións locais. Deste xeito, obscenos anuncios da empresa, como o da planta de lagostinos que hai uns meses inaugurou en Nicaragua, polo visto tamén a maior do mundo, ocultan por exemplo que a produción acuícola desta especie, que se fai no 99 por cento en países empobrecidos, acabou en 20 anos co 25% das mangleiras do mundo (datos de Greenpeace). Mangleiras que proporcionan pesca, leña, evitan a erosión da costa e garanten a biodiversidade de boa parte das rexións ecuatoriais do planeta."
"O mesmo acontece co peixe de moda, o panga, que Pescanova acaba de anunciar que producirá en Mozambique antes de final de ano. Sempre no sur. Como é o terceiro mundo non importa. «O mundo pide panga e Pescanova vaillo a dar», dicía de forma fachendosa Manuel Fernández de Sousa ante os medios de (des)información galegos."
O verán pasado a Cooperativa de Armadores de Vigo e outras asociacións denunciaban a presenza de panga nos menús dos nosos colexios, hospitais e residencias xeriátricas. O motivo? Primeiro que viña de fóra –o que podemos chamar nacionalismo económico por interese–, de criadoiros abominábeis no Delta do Mekong de Vietnam, pero tamén que en análises de laboratorio, 6 de 8 mostras adquiridas en supermercados galegos contiñan Listeria monocytogenes, bacilo causante da listeriose, e nunha delas a bacteria portadora do cólera (Vibrio cholerae).
A chantaxe: "Pescanova acaba de inaugurar o día 21 de xuño en Mira (Portugal) unha planta de cría de rodaballos. A devandita planta comezouse a construír cando, en 2007, o goberno galego entón compartido polo PSOE e o BNG, decidiu non permitir á empresa crear unha nova planta no cabo Touriñán, un espazo protexido da Rede Natura 2000. A reacción do Grupo pesqueiro que dende Vigo preside Manuel Fernández de Sousa foi inmediata: «Marchamos a Portugal», que na Galiza sempre representa, neste contexto, o Terceiro Mundo de Europa.
A deslocalización: "Para a planta de Mira o Estado portugués entregou a Pescanova –que se saiba– 45 millóns de euros en subvencións públicas directas –sen contar coas subvencións indirectas para melloras tecnolóxicas, infraestruturas de distribución, vantaxes fiscais…–, dos 140 millóns de euros do total do proxecto. Todo para criar, segundo a empresa, uns 200 postos de traballo –comezaron ofertando máis de mil–, aínda que en toda a costa galega pódese constatar que este tipo de plantas non adoitan empregar a máis de 50 persoas. Malia isto, facendo un rápido cálculo, resulta que cada emprego custou ás arcas públicas portuguesas nada menos que 225.000 euros, ou o que é o mesmo, Portugal pagará con cartos públicos o xornal completo dos traballadores e traballadoras de Pescanova –estimando 15.000 euros ao ano– durante 15 anos."
"Co cambio de goberno en Galicia, o PP ofreceu de novo a Pescanova violar o espazo virxe de Touriñán. Para que volvan á súa terra. Pescanova non o ve mal. Ao cabo, son dúas polo prezo dunha."
"Os postos de traballo de Pescanova, sempre menos dos que din e en condicións ben precarias, non só ameazan a nosa natureza e a nosa biodiversidade, esnaquizan os dereitos ambientais e sociais das poboacións máis vulnerábeis do planeta."
As prácticas: "Pescanova é unha depredadora, un paradigma da globalización e unha experta da deslocalización. A multinacional galega, cuxa estratexia é desde hai anos a de establecer empresas mixtas en terceiros países con regulamentacións ambientais, fiscais e laborais moi febles –ou inexistentes–, como Namibia (onde é o primeiro investidor estranxeiro), Mozambique, Chile, Honduras ou Guatemala (sen mencionar a vergoña de Portugal), contribuíu como ningunha outra a esnaquizar os caladoiros do mundo. Isto é o que denuncia Kiko Ortiz, do Observatorio da Débeda e a Globalización: «O modelo de empresas mixtas e venda de dereitos de pesca –aos que en moitas ocasións acódese para poder obter recursos e facer fronte así ao pagamento da débeda externa–, postas en marcha maioritariamente en África, saca á luz problemas de grande envergadura. En Senegal, por exemplo, este modelo eliminou en 15 anos a pesca local, e con ela o principal medio de obtención de proteínas nesta rexión de África. Acabouse co equilibrio sociocultural da rexión e co medio de vida de 47.000 pescadores artesanais en Senegal. E estes son procesos irreversíbeis que as empresas que os xeran non poden solucionar.»O despropósito: "Ademais, Pescanova non só destrúe caladoiros, nin moito menos. A súa estratexia dende hai moitos anos vai tamén orientada á acuicultura e os impactos do seu modelo acuícola, sempre con plantas que son «as maiores do mundo», teñen efectos devastadores no medio ambiente e nas poboacións locais. Deste xeito, obscenos anuncios da empresa, como o da planta de lagostinos que hai uns meses inaugurou en Nicaragua, polo visto tamén a maior do mundo, ocultan por exemplo que a produción acuícola desta especie, que se fai no 99 por cento en países empobrecidos, acabou en 20 anos co 25% das mangleiras do mundo (datos de Greenpeace). Mangleiras que proporcionan pesca, leña, evitan a erosión da costa e garanten a biodiversidade de boa parte das rexións ecuatoriais do planeta."
"O mesmo acontece co peixe de moda, o panga, que Pescanova acaba de anunciar que producirá en Mozambique antes de final de ano. Sempre no sur. Como é o terceiro mundo non importa. «O mundo pide panga e Pescanova vaillo a dar», dicía de forma fachendosa Manuel Fernández de Sousa ante os medios de (des)información galegos."
O verán pasado a Cooperativa de Armadores de Vigo e outras asociacións denunciaban a presenza de panga nos menús dos nosos colexios, hospitais e residencias xeriátricas. O motivo? Primeiro que viña de fóra –o que podemos chamar nacionalismo económico por interese–, de criadoiros abominábeis no Delta do Mekong de Vietnam, pero tamén que en análises de laboratorio, 6 de 8 mostras adquiridas en supermercados galegos contiñan Listeria monocytogenes, bacilo causante da listeriose, e nunha delas a bacteria portadora do cólera (Vibrio cholerae).
Os impactos: "Os problemas ambientais xerados por estas explotacións acuícolas son incontábeis: contaminación xenética de poboacións silvestres de peixes, verteduras de antibióticos e deterxentes, introdución de novos parásitos e virus nas poboacións autóctonas, descartes de pesca abraiantes para alimentar os seus peixes de plástico –para producir un quilo de salmón en Chile empregan 5 quilos de xurelo, e o mesmo acontece co rodaballo de Galiza, pois tamén é unha especie carnívora–, contaminación extrema por producir toneladas de refugallos que en moitas ocasións non se tratan, etc."Podes ler o artigo completo nesta ligaçom
Outras informações sobre este e outros temas vencelhados em pescarroba.net e altermundo.org
28.6.09 | Etiquetas: Pescanova | 1 Comentários
Sam Joám 09
Mais uma vez estamos prestes a celebrar a noite mais curta do ano. À maneira tradicional (e pagã, por suposto) chimparemos as cacharelas (uma, três, sete, dez, doze vezes... como mandam os centos de ritos e costumes diferentes e ridículos preciosos) e paparemos sardinhas (se há sorte) com um bom vinho branco (se há ainda mais sorte) e mais pam de broa (no mais idílico dos casos... ca-brona, ca-brona style).
Olho que esta é a noite mais mágica do ano para moitos e moitas! As cousas desaparecem dos bolsos, todo o mundo é amigo teu, o que se guinda à praia nom faz falta recolhe-lo porque Mr. Câmbio Climático já o fará por nós e o mais importante... xordem as milagres inexplicáveis riso-gatúnicas!
Há um par de anos, numa aldeia de Polónia pudemos ver a figura do, daquela, recentemente finado Joám Pablo II. Incontestável. Igual que estoutra imagem onde se pode verum golfinho fodendo uma majestosa ave fénix.
Por suposto, também há notícias doutras aparições místicas recentes. Case sempre também em vilas e aldeias remotas para que o fenómeno seja ainda maisindemonstrável espiritual e mágico. Achego-vos umas fotos que tomou o famoso Ramoncín o ano passado, na sua viagem para arrecadar os tributos que a SGAE, em justiça, devia cobrar-se das atrasadas confiadas e pitorescas associações de músicos de orquestra espalhadas polo mundo adiante.
Jesus-em-Cristo (fotos tiradas por Pequeño-Ramón em Arménia)
Nesta imagem, o Rei Leom (33 minutos despois... oooooh!)
A milagre fixo-se inquestionável quando apareceu Gardfield nas labaredas
Olho que esta é a noite mais mágica do ano para moitos e moitas! As cousas desaparecem dos bolsos, todo o mundo é amigo teu, o que se guinda à praia nom faz falta recolhe-lo porque Mr. Câmbio Climático já o fará por nós e o mais importante... xordem as milagres inexplicáveis riso-gatúnicas!
Há um par de anos, numa aldeia de Polónia pudemos ver a figura do, daquela, recentemente finado Joám Pablo II. Incontestável. Igual que estoutra imagem onde se pode ver
Por suposto, também há notícias doutras aparições místicas recentes. Case sempre também em vilas e aldeias remotas para que o fenómeno seja ainda mais
Passai-no bem e tende cuidado com as queimaduras e a fauna autóctone do litoral.
23.6.09 | Etiquetas: Gardfield, Jesus-em-Cristo, Joám Pablo II, milagre, Rei Leom, San Joám | 0 Comentários
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