Las mágicas aventuras de Sr. Cactus



Começamos um venres muito interessante, com a visita dos barceloneses Nueva Vulcano à Corunha, acompanhados nos concertos do nosso país pelos galegos The Homens.

Ainda recordo quando comecei a escutar os discos da banda catalá, com essa voz que semelha ir à sua puta bola, por vezes até desacompassada. Mais é sobretudo a música que são capazes de desenvolver e sobretudo as letras e sobretudo... tudo! o que faz destes rapazes um dos melhores grupos da cena independente do Estado. A nível global, seguramente só Los Planetas (por trajectória e mais-do-que-solventes demonstrações) estão por riba deles. Os de Barcelona, junto doutra banda da cidade condal, Standstill, poderiam pertencer com efeito a um segundo "chanço" que já quiserem para si os Vetusta Morla, Sidonie e inclusive La Habitación Roja. Mas estas bandas seguramente pertencem a uma "e$fera" diferente, especialmente as duas primeiras...

Deixo-vos daquela com o único vídeo que fizeram até hoje (sem ser um direito em concerto), ainda que a qualidade de som não é a melhor, com a recomendação expressa de assistência esta tarde-noite à sala Mardigras. EeB Pata Preta!

Comunitalismo neodolareurista

Via Mi mesa cojea

Articula-me a ideologia, Mr. Dollar!!!

Queridos Reis Magos/Mágicos...


Quem tivesse 150€ mais gastos de distribuição no peto e um avião privado disponível...

EeB espaço vídeo-musical

Outro luns fugidio nos visita. Inauguramos Março, como tantas outras vezes. E um não pode evitar pensar que o presente é só uma fotografia dinâmica que unicamente perturba as pessoas que se desfazem em elogios desmedidos ao passado. Uma fotografia velha e nova a um tempo. E é que o álbum inteiro já o temos visto nalguma outra ocasião... e, a pesar de tudo, há tanto ainda por descobrir!

Para todos/as os/as que não suportais os luns, com o seu mecânico e rotineiro discorrer, aqui vos deixo um vídeo dos escoceses Frightened Rabbit, do seu recente disco The Winter of Mixed Drinks. E venha, que já queda menos para visitar outros futuros possíveis!


So swim until you can’t see land
Swim until you can’t see land
Swim until you can’t see land
Are you a man or are you a bag of sand?

EeB espaço revolucionário-anedótico

O PePe elimina o galego nas provas de acesso do professorado

¿Ya es la hora del break-coffee?*

Alguém disse "protesto"? Foi "revolta" o que ouvi? Ah, não parece... Neste cortelho autonómico em que dormitamos, todas as palavras, e o que é mil vezes pior, os actos ofensivos contra a nossa cultura simplesmente "dão-se por não sucedidos". As nossas humildes instituições só se ocupam de pedir ouros para poderem "subsistir" e o pessoal ilustre da cultura do país está moderadamente orgulhoso de ser/sentir-se(?) galego. Aqui não faz frio coma em Nova Iorke, pero bueno, o caso é ser/estar/parecer comprometido com alguma causa, que hoje em dia viste muito, ainda que a "causa" seja a violação dos direitos de tudo dios. Olho! Muito importante disponibilizar autocolantes! isso é chic de-la-hostia.

Go fuck yourselves!


*Expressão original do Ilustríssimo Magnífico Dom Senhor Conselheirinho de educação, que lhe pude sentir em pessoa, para irrisão própria e vergonha alhea, no acto de inauguração dumas jornadas educativas em Santiago DC.

Las mágicas aventuras de Sr. Cactus



*Ajuda para colher a brincadeira: Pérez Varela e as limitações da cultura galega

Os suecos The Radio Dept. estreiam álbum finalmente este próximo Abril (mágico mês musical com novos discos de Los Planetas, Jónsi -quem vai estar no Sónar de Barcelona!- e algum mais) no prestigioso selo discográfico Labrador, responsável também dos lançamentos dos álbuns doutras bandas muito recomendáveis como The Mary Onettes, The Legends ou Sambassadeur, entre outros/as artistas nórdicos/as.

O novo disco, intitulado Clinging to a Scheme, é o primeiro LP desde o seu aclamado Pet Grief (2006) e, ao igual que case tudo o material prévio dos suecos, sairá à luz logo de atrasos (a data inicial prevista era para Setembro de 2009), estratégias repensadas e um par de EP epifánicos pelo meio do caminho.

Eu já me fiz com a minha cópia pirata do novo disco, que é uma certa volta às origens mais uma mistura interessante de novos elementos. Segundo a gente de Labrador: The band has combined the most unequalled components from their previous albums “Lesser matters” and “Pet grief” with soul guitars, P-funk, glittering, distorted synthesizers, cut/paste-beats, 70’s futuristic orchestra sounds and sounds you don't know what they are. Things you've never heard before. "Clinging to a scheme" is way beyond pleasing - it's absolutely breathtaking.

Heavens on Fire, The Video Dept. ou David som temas que testemunham bem tudo o dito.

Deixo-vos então com o vídeo do tema Pulling Our Weight, do ano 2003. Nele adivinha-se o início dum som que finalmente têm conseguido no seu novo trabalho. Espero que gosteis!

Cuando el mundo es obstinadamente gilipollas (otra vez): Rosa Díez



Se não recordo mal, a UPyD (Unión de Putas y Drogatas) foi um dos partidos que mais cresceu no Estado espanhol nas últimas eleições. Nomeadamente, na Galiza, e a pesar de ser um partido de mais ou menos recente criação (e de mais ou menos antigo gosto pelos quartos), atingiu percentagens de voto nas devanditas eleições de entre o 2,29% de Vigo até o 3,32% da Corunha. Não está mal para uma grea de primates, não sim?

Aliás, o CIS (Construímos Ideias em Secreto) de Janeiro reflectiu que a intenção de voto neste invento político andava já pelo 4,4% no conjunto de Estado (IU, por exemplo, anda no 6% escasso) e, atenção, Rosa Díez era considerada como a política melhor valorada!!! na Espanha.

Para quem votais habitualmente nalguma das ridículas opções que vos apresentam pensando que vos vão amanhar o golpe no carro que tendes desde 2003, que vos vão expulsar o vizinho molesto do 7.º C que fuma enriba da vossa roupa quando está tendida ou que vos vão conseguir um trabalho Perfectly You com as suas mágicas acções políticas, e sobretudo para quem acreditais, na Galiza, neste projecto de ionkis do voto indeciso que é UPyD, avançai até o minuto 5 do vídeo arriba exposto, justo quando o manso súper-jornalista Gabilondo lhe pede à ilustre mona zuga-sémen (no sentido mais pejorativo da palavra) que defina certos personagens da política actual.

Por certo, a surpresa do Iñaki diante das respostas é dum nível mazo progresista.

Mentres o PEPCA não apareça na cena política deste país, não há nada a fazer.

Chúpame el voto, Rosa!

Adenda

Algumas reacções aos comentários de Mona Díez na rede
Rosa Díez, patriota galega (por Rafael Cuínha)
Castelao, Góngora e Rosa Díez (por Maurício Castro)
Rosa Díez insultou deliberadamente (por Celso Álvarez Cáccamo)

EeB espaço vídeo-musical

O vindouro 5 de Abril sairá à venda o novo trabalho em solitário do vocalista dos meus idolatrados Sigur Rós, Jón Þór Birgisson (Jónsi): Go, do que por fortuna já consegui um EP promocional de três temas (que se unem ao já lançado há uns meses, Boy Lilikoi, incluído no reprodutor musical do blogue) como antecipo do que sem dúvida vai ser um dos discos do ano, quando menos para quem isto escreve.

Não é este o primeiro projecto de Jónsi fora da banda islandesa, absolutamente imprescindível dentro da cena alternativo-experimental dos últimos anos, senão que vem ser o segundo trabalho à margem dos seus colegas depois de terem publicado o seu quiçais pouco valorado Með Suð í Eyrum Við Spilum Endalaust em 2008.

Ambos os dous discos (Riceboy Sleeps -2009-, e Go) resultam da colaboração de Jónsi com o seu companheiro sentimental, o multi-instrumentalista e artista gráfico Alex Somers, a quem lhe faz uma "piscadela" (acho que bastante explícita) no tema que vos traio para vos apresentar o tremendo trabalho deste rapaz de talento imprevisível.

Desfrutai dum desses temas que podem bater o vosso recorde de escutas duma mesma canção num dia (o meu pulverizou-no completamente).

Jónsi - Go Do


Go sing, too loud
Make your voice break - Sing it out
Go scream, do shout
Make an earthquake...

You wish fire, would die and turn colder
You wish, your love, could see you grow older
We should always know that we can do anything

Go drum, do go out
Make your hands ache - Play it out
Go march through crowds
Make your day break...

You wish silence, released noise in tremors
You wish, I know it, surrender to summers*
We should always know that we can do everything

Go do, you'll know how to
Just let yourself, fall into landslide

Go do, you'll know how to
Just let yourself, give into low tide

Go do!

Tie strings to clouds
Make your own lake - Let it flow
Throw seeds to sprout
Make your own break - Let them grow

Let them grow (Endless summers)
Let them grow (Endless summers)

(Go do endless summers)

You will survive, we'll never stop wonders
You and sunrise will never fall under

You will survive, we'll never stop wonders
You and sunrise will never fall under
We should always know that we can do anything

Go do!

(summers/Alex Somers?... si ou si)

EeB espaço de referências desenhadas

Bem sabeis que nem são especialista nem autoridade competente em grande quantidade de cousas (de feito em poucas ou nenhuma). Se calhar são o mais parecido a um humanista no sentido mais ridículo e descontextualizado possível da palavra (já gostaria de tal condição, vaia).

Sempre tive a impressão de "saber" de muitas cousas e saber fazer poucas (toma contra-discurso!). É essa uma espécie de frustração que me persegue desde que tenho memória, como se já eu viesse avançando os postulados da "híper-especialização" que acabaram por triunfar na actualidade. Certas cousas fui capaz de as ir "resolvendo" sobre a marcha, como o tema dos monólogos, receber um pequeno reconhecimento por ter escrito alguma cousa modesta e seguramente alguma "história" mais, não sei. Isto é como tudo, uns dias só reparas naquilo que tens feito e no muito que molas e outros apenas ficas com o que ainda não pudeste ou não foste quem a fazer e no muito impotente que te vês. Formosos tirapuxas da vida, não é?

Em fim, hoje vou falar de debuxo (e com falar quero dizer escrever, e com escrever quero dizer divagar, e com divagar quero dizer que vou colar aqui uns desenhos. Eu é que são assim de descritivo e enunciativo).

Quando era pequeno debuxava muito e bem (que sempre mo disse minha mãe...). A minha especialidade foram, nesta ordem, os "Mortadelos", os "Súper López," os "Toy" phoskiteiros (Toy regular, Toy empalmado e assim. Que velho vou, mi madrinha!) e, finalmente, as livres reproduções da realidade: bonecos em 2D, caricaturas daquela maneira e cousas pelo estilo.

Lembro uma pseudo-caricatura de Madar, ex-futebolista do Depor, bem plasmada no meu livro de Língua e Literatura de 3.º de BUP, que me saíra "niquelada", como dizemos em "korunho". E recordo também que por aquela altura começara já a juntar-lhe mensagens engraçadas aos "desenhos", como acabei por fazer actualmente. Sem mensagem não há brincadeira completa, porque incluso a ausência de mensagem comunica algo se for intencional, como diria meu caro professor Freixeiro. O Madar aquele dizia, se o lembro bem: Te vi dar una hóstia, assim em harmónica mistura entre francês?, espanhol e variante de Montealto.

Já disse antes que ia divagar, e eu são pessoa de palavra, como podeis comprovar. Assim que, cumprido o trâmite, vamos ao conto!

Na procura duma imagem que representasse um relatinho curto que tenho por aí esquecido e que me vai servir para elaborar um trabalho do Mestrado na matéria de Edição profissional de textos, dei com um desses blogues artísticos, neste caso um artwork-blogue ou como o queirais chamar.

E já que falo de imagem e texto, colo-vos um exemplo do que vos quero dizer, com a recomendação expressa de que gasteis uns minutos em botar-lhe um olho aos desenhos deste rapaz, meu tocaio, que acho é catalão, ou pelo menos reside aló segundo põe no seu "perfil".

(Nunca posso evitar pensar em que devo estar a escrever todos estes "contos" para um alter-ego próprio que é o único que lê isto afinal... Em fim, Mádia leva!)

El gigante tímido...

... pensó que si no se movía,

que si no hacía ningún ruido,

nadie se daría cuenta de que estaba ahí.

Outros desenhos chupi-distintos: Residuos

Podeis visitar o blogue nesta ligação

Saúde e arte! (Outro dia falamos da arte contemporânea, que dá para botarmos uns risos)

EeB espaço vídeo-musical

Reconheço que é bastante politicamente correcto afirmar que não há estilos musicais "maus". Se calhar é certo que os não há (ainda que eu tenho as minhas dúvidas), mas tanto tem. Porém, si acho certo que há música determinada para momentos determinados. Algo assim como uma música em default (sempre me chamou a atenção essa expressão, "por defeito". Quanto pessimismo, não é?) para o contexto pré-definido pelo/a usuário/a.

Depois já é questão de gostos. Por exemplo, nas vozes. Normalmente há duas maneiras de entender essa predilecção: quem gostam das vozes estridentes e "demonstrativas" (mira que bem manejo as minhas cordas vocais, baby!) e quem, entre os que me incluo, preferem a voz sempre adequada à mensagem, que se sabe modular e dosificar quando for necessário em virtude doutros "benefícios". Não vou eu negar a super-capacidade das Beyoncé, Mariah Carey e toda essa casta de black voices, potentes e poderosas, mas eu tenho preferência pelas Alicia Keys, Norah Jones ou, como neste caso, Corinne Bailey Rae.

Doces e melodiosas vozes que comunicam muito mais que uma dessas demonstrações operação-triunfescas de voz porco-estridente com mil uooooouoooooos cambiantes e ridículos, em desnecessário despropósito altissonante.

Neste negócio, amais de ser possuidor/a duma gorja que já vem de fábrica, há que saber fazer algo com ela... si ou que?

Vaia logo um pouco de música para este domingo de luzes tíbias e chuva atenuante. Uma delícia de voz para uma mensagem de contrastes, arrebatadoramente positiva no meio do caos e a desesperança, muito de domingo também... Eu tamén o faria uma e outra vez. Acho que não há demasiado a perder, não vos parece?

Esta semana vai vir carregada de música. E sempre é um prazer! Feliz ré-volta ao princípio da hepta-rotina, amigos/as!



Ooh, you're searching for something I know, won't make you happy
Ooh, you're thirsting for something I know, won't make you happy
Ooh, you did it all again, you broke another skin
It's hard to believe this time, hard to believe
That my heart, my heart is an open door...
You got all you came for, baby
So weary, someone to love is bigger than your pride's worth
Is bigger than the pain you got for it hurts
And out runs all of the sadness
It's terrifying life, through the darkness
And I'd do it all again, I'd do it all again
I'd do it all again, I'd do it all again
You try sometimes but it won't stop
You got my heart and my head's lost, ooh yeah
I've been burning down these candles for love, for love
So weary, someone to love is bigger than your pride
Ooh, someone to love, mmm, someone to love
Someone to love
Ooh, you're searching for something I know, won't make you happy
Ooh

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