O caralho vinte e nove (29): Heima

O primeiro filme feito por Sigur Rós recolle a xira realizada por quince localidades de Islandia durante o verán de 2006, incluíndo tamén algunhas actuacións posteriores. A maioría son concertos sorpresa, unicamente para os habitantes de cada localidade. Os escenarios varían desde grandes superficies ao aire libre até igrexas recolleitas; entre os concertos atópase o de Reykiavik, o máis multitudinario da súa carreira e, posiblemente, da historia de Islandia.

«Heima» significa "en casa" en islandés, e pretende ser máis que un documental musical, capturando parte da esencia e da vida en Islandia. O director, o canadense Dean Deblois, é un gran fan do grupo e até agora traballara en películas animadas de Disney, dirixindo e escribindo Lilo & Stich, entre outras.

«Heima» é unha fermosísima colección de imaxes que non fan senón pór de manifesto a relación -tanto delicada e íntima, como maxestosa e extraordinaria- que existe entre esa terra de xeo e lava que é Islandia e a música de Sigur Rós. E é que en verdade as imaxes foron seleccionadas, filmadas, fotografadas e editadas cun ollo ao detalle, coa precisión e o agarimo infinito de quen ama a súa terra e a mostra con orgullo e con humildade. Unha postal máxica que leva a eses lugares no medio da nada -aos campos de lava, aos fiordes, á lagoa glaciar-, por medio de coloridas imaxes de ilusión e música exquisita. E a maxia ocorre verdadeiramente cando, despois de estar aí, no medio da nada, comprendes perfectamente que a música de Sigur Rós non podería ser doutra maneira: o mesmo suave e delicada como salvaxe e primitiva.

En Islandia o que fai Sigur Rós ten máis sentido que en ningún outro punto do globo. E quizais por esa mesma conxunción é posible que esta película reúna as mellores presentacións en vivo da banda.

Con «Heima», Sigur Rós demostra que é un deses grupos que fan música non para recibir algo a cambio -millóns, recoñecemento, status, encomios-, senón por un simple impulso creativo persoal, e tamén para dar: «Heima» é un agasallo para o seu pobo, e, a través deste marabilloso documental para o mundo, ábrennos as portas do seu heima, do seu fogar.

Fonte: Comunicado de Prensa Animusic Booking (tradución)

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Ontem vim por fim este documental da minha indiscutível banda-referência e a verdade é que me arrependo de ter deixado transcorrer tanto tempo para visiona-lo. Assim e todo, como único ponto negativo, confesso que me deixou com mais ganas ainda das que já tenho desde há tempo de assistir a algum concerto destes abraiantes MÚSICOS, assim, com maiúsculas, islandeses. Nom minto se digo que é o evento musical ao que mais desejaria acudir e mais loucuras (monetárias, viageiras...) cometeria para consegui-lo.

Para quem me conhecedes, já sabeis da minha predilecçom por Sigur Rós, mais... que vos diria se nunca escoitastes nada deles para convencer-vos de que devedes ver este documental?

Primeiro: que ainda que nom gostedes do grupo, o documental dá conta duma viagem verdadeiramente magnífica e bem paga a pena vê-lo já só pola descoberta que supom do país tam desconhecido como atraente que é Islândia.

Segundo: que se os vossos gostos musicais som amplos e diversos e tendes uma mente receptiva e aberta cara a novos estilos, este documentário reúne todos os elementos para que seja uma experiência comovedora e única. Para mim, que gosto imensamente de Sigur Rós, foi intenso e vivificador. Sem discussom.

Deixo-vos várias ligações, donde podedes aceder a contidos, fotos, vídeos em-linha, descarregamentos e demais.

Mais uma vez, insisto... nom o perdades! 10/10!

Heima, a film by Sigur Rós
Heima em Google Videos (inglês, qualidade média)
Heima (arquivo torrent -inglés-)
Heima (legendas/subtítulos -espanhol- para o torrent): aqui e aqui


Las mágicas aventuras de Sr. Cactus


Dedicado a Tomy, em certa maneira ideólogo da vinheta de hoje.

(anti)publicidade: Nom podo crer que o inventaram!

Stupidol© já chegou para fazer-vos felizes ou todo o contrário... que mais tem subnormais amigos/as!!

Stupidol© concentra todos os activos e as ele-kasei-ni-te-inmutas necessários para a vida na cidade, no campo, no Pólo Norte ou no puto Trópico de Capricórnio! Abofé!!!

Stupidol© é um medicamento, uma lambetada, um jogo e... uma putada! Com a sua forma de supositório é ideal para que te jodas nom o notes mentres corres, saltas, comes, corres, saltas, dormes, saltas, fodes, corres, te jodes, saltas!

Hahaha! Stupidol© só se vende em farmácias de bairro para que todo o mundo saiba o abraiantemente atrasado/a especial que és! Ti... e a tua família de fracassados!!!

Stupidol©, Stupidol©, Stupidol©!!! A soluçom para esses dias em que nom sabes se sair de marcha, ver a TV ou meterte algo por el putísimo culo amar El-Amor!!!

Que como se administra? Como todas as cousas naturais, ho! Por el culo bien a fuego! Olha:

-Por quem fichou Cristiano Ronaldo?
-Polo Madrid!
-Stupidol©!!!!!!!!!!!

[Stupidol© é tam real como o Monstro das Galhetas, o Livro Gordo de Petete ou a Duquesa de Alba]

Mais... que demo de benefícios tem este produto? Participa e ganha uma (a)moto e uma (a)radio a pilhas (as duas) ou um CD com os grandes êxitos de Tijeritas!

Las mágicas aventuras de Sr. Cactus

Sr. Professor (3.ª quenda de 2009)

Quem mo ia dizer! Justo quando venho de rematar os dous cursos dependentes da Deputaçom da Corunha e mais passar uma fim de semana inteira como examinador dos CELGA e já me estava a preparar para as férias nom-remuneradas (este ano nom convocárom oposições a Secundária assim que toca agardar...) resulta que me chamam da Conselharia para cobrir uma vacante de, em princípio, duas semanas.

Entre as opções que me oferecêrom, a que finalmente escolhim foi uma que me traía boas lembranças: o IES Urbano Lugrís da Corunha, precisamente o centro em que figera há vários anos a minha escassa, mas produtiva, formaçom prática correspondente ao imorredoiro CAP. Hoje mesmo venho de visitar (novamente) o centro para conhecer o que há ser, ainda que nom por moito tempo, o meu alunado, com quem tivem hoje já as minhas primeiras aulas do ensino obrigatório deste curso (2.º da ESO, neste caso).

«Mariña», do pintor corunhês Urbano Lugrís

Assim que, mais uma vez, volta às origens...

Mundo gatuno

Esta que vedes é a famosa Cooper's Hill (a colina do Cooper), no condado de Gloucestershire (Inglaterra).

Suponho que reconheceredes esta colina, cujo certame do Cheese-Rolling (queixo rolante) tanta sona lhe tem dado, graças a programas como Transworld Sport, o típico espaço para os desportos raros e extravagantes que todo o mundo, quando menos uma vez na vida, deu visto case sem querer mentres mudava de canal e afinal tragou inteirinho.

A semana passada celebrou-se a nem-se-sabe-gésima ediçom (a documentaçom conservada fai pensar em que a tradiçom seria considerada já como antiga nos primeiros anos do século XIX) e nom me pudem resistir a oferecer-vos alguns dos seus high-lights.

A verdade é que a técnica dalgumas persoas participantes é espectacular...


Volta às origens

Por fim volvo ter a Internet operativa na minha computadora. Ainda ficam sem resolver alguns problemas menores que provavelmente me obriguem a ré-formatar mais uma vez (e já seriam três no ultimo ano), mais o básico vai indo... E como nom há mal que por bem nom venha, graças à compra (inevitável) dum novo router sem fios agora também podo desfrutar de conexom em toda a casa. Assim que em quanto merque o portátil polo que levo agardando mais dum mês hei poder ser mais tecnológico-dependente ainda do que já som. Preocupante, nom si?

Semelha que há cousas que nom podem existir sem as outras, nom sei. Nom creio no destino nem nada disso, mais está claro que a Natureza sabe organizar-se bem para assegurar a ordem dentro do caos. Decerto que se nom se premiassem os segundos e terceiros postos em muitos eventos desportivos, como nas Olimpíadas, o primeiro lugar nom seria tam valorado. Faltaria um elemento fundamental: o contrasto de esforços.

Gozaríamos igual da vida se nom existir a morte? Duvido-o moito. A assunçom dessa realidade inseparável (igual do que moitas outras) fai com que nos esforcemos moito mais em aproveitar o tempo que temos. A valorizaçom da amizade seria impossível se nom tivéssemos que demonstrar a nossa capacidade de adaptaçom, aprendizagem e cambio durante todo o processo.


E todo isto a que vem, diredes... Pois para introduzir o tema dos contrários necessários e achegar-vos uma carta ao director que mandei a La Opinión de A Coruña a semana passada em resposta a outra enviada dias antes ao mesmo jornal. E é que às vezes um nom pode ficar calado ainda que o queira. E podedes-me crer: há tempo que deixei de sentir a necessidade de falar destes temas, já que a oportunidade de dialogar ficou praticamente arrombada nesta sociedade funambulista do caralho, mas essa atracçom de pólos opostos é que me retém ainda no plano das evidências disfarçadas que tanto custa desvester. E a verdade é que algo ainda som quem de engadir, ou isso creio...

Imposición lingüística: Soweto y Galicia (Adrián Fernández, 21/05/2009)

Soweto, 1976. El gobierno del apartheid dispone un normativa en materia lingüística según la cual afrikáans, fundamento de la identidad única y separada —¿les suena?— de la población blanca surafricana, se convierte en lengua única en las escuelas negras, impidiéndose la elección. A primeros de 1976, en una escuela de un gueto de Soweto, un par de maestros son despedidos por negarse a la imposición. En respuesta los estudiantes fueron a la huelga. Llegaron incluso a negarse a entregar sus exámenes, pues la disposición obligaba a redactarlos en afrikáans —¿les suena?—. El 16 de junio los alumnos se manifestaron contra la imposición lingüística. No a favor del inglés, ni del afrikáans, ni del bantú. ¡Reclamaban el derecho a elegir! La policía asesinó a 566 niños. Hoy ya no existe el régimen del apartheid. Mandela firmó en 1996 su defunción rubricando la nueva Constitución de Suráfrica (puede ser consultada en la web del Gobierno surafricano: www.info.gov.za). Invito a leer el artículo 29 a Ánxel Vence, que hace unos días escribía de manera imprecisa sobre el apartheid (impreciso es un eufemismo).
El artículo, firmado por Mandela el 10 de diciembre de 1996, dice en su punto 2: "Todos tienen el derecho de recibir educación en el idioma o idiomas oficiales de su elección en instituciones educacionales públicas…". El art. 30, también firmado por Mandela —poco sospechoso de defender el apartheid—, tiene el siguiente tenor literal: "Todos tienen el derecho de usar el idioma, y participar en las actividades culturales, de su elección...".
De lo dicho, que es un dato contrastable y comprobable (invito a quien quiera negarlo que lo pruebe), sólo se pueden seguir tres cosas: (1) que los que dicen que la elección de idioma es apartheid son unos miserables; (2) que son unos indocumentados; o bien (3) que Mandela era idiota y al firmar la libertad de elección lingüística, en realidad, reintrodujo el apartheid.
Hoy día, en la plaza en la que fueron asesinados todos esos niños, hay un monumento que contiene el texto de la Freedom Charter, declaración que inspiró la Constitución. En él puede leerse, para vergüenza de mentirosos, lo siguiente texto: All people shall have equal right to use their own languages.

*A Historia de Galiza: Pola defensa da nosa lingua (David Paz Lafuente, 28/05/2009)

Galiza, 1387. A guerra civil entre Pedro I (a quen apoian os nobres galegos) e o pretendente Henrique de Trastámara culmina coa vitoria deste e o primeiro gran golpe histórico para a nobreza galega. Andado o tempo, en 1486, os Reis Católicos viaxan a Santiago de Compostela, data simbólica da definitiva submisión da Galiza ao poder centralizador da Coroa de Castela. A partir de aquí a castelanización dos poderes públicos galegos (xustiza, clero, educación etc.) será progresiva, mais decidida, creando a imaxe paradigmática dun status social ideal que se ha filtrar verticalmente, devagar, a través de todos os estamentos da sociedade galega de maneira eficaz e devastadora —sóalles?—. A expansión do (pequeno) Imperio precisaba dese mecanismo cohesionador para a súa sorte, nun proceso colonizador que case deu en dinamitar a conciencia e a dignidade dun pobo que esquecera mesmo o seu amor propio.
Despois de máis de 5 séculos en que as elites de poder (galegas?) viviran (e fixeran vivir) de costas á sociedade que as vía medrar coa promesa estéril sempre viva no imaxinario colectivo do ascenso social con base na lingua —sóalles?—, en 1936 a lingua galega recibe un golpe que semellaba definitivo. Co trunfo do fascismo, a lingua castelá recibe o apoio institucional máis rexo e intransixente da historia recente. O alumnado galego é reprimido até fisicamente por utilizar o seu idioma propio nas aulas —sóalles?— e a sociedade galega malvive lingüisticamente entre represalias, malaprendendo tópicos, convivindo coas infamias e desqueréndose a cada paso, nun descenso, chanzo a chanzo, cara aos infernos da ignominia.
En 1980, o Estatuto de autonomía entra finalmente en vigor (o orixinal, de 1936, nacera xa fanado) tentando recuperar a dignidade do idioma cunha tímida e moitas veces escasa aplicación real, alarmantemente orfa de ambición. No momento actual, desde certos sectores que só consideran a súa propia realidade como válida e ideal ("en las ciudades no se habla gallego —sic.—, logo é unha imposición"), estase a desatar unha auténtica autarquía da razón desde unha pésima e perversa interpretación do concepto liberdade, con base en (auto) odios e xenreiras que perpetúan o inxenuo sofisma daquelas pretendidas vellas bondades nunca materializadas da lingua común (ou algunha persoa se fixo rica por mor de falar en español?).
Esta é a realidade da Galiza, Sr. Fernández, non fai falta acudirmos a lonxíncuas terras espoliadas pola mesma ignorancia que aquí opera maquiavelicamente para explicarmos a historia de noso.
E por certo, consulte a Carta europea das linguas rexionais e minoritarias, tamén aí se afirman cousas moi interesantes sobre o respecto e promoción destas linguas. Seica as nosas propias leis non merecen tanta atención...


*Por alguma raçom, a persoa responsável da secçom modificou o título original da carta, muito mais sugerente: "Galiza, eau de cologne (resposta a Adrián Fernández)".

Saúde e Galego Sempre Mais!

Pouco chachimente internetizado out-of-space way of life

Nom há ninguém que me poda entender melhor que o Enjuto Mojamuto, logo de sofrer uma temível tríada informática na passada semana (regravadora de DVD escaralhada -houbem de mercar outra-, internet fóra de serviço a causa da morte do router -um novo esperando já a ser instalado- e a outra computadora da casa com um misterioso "Windows XP issue" -graças Bill Gates- que fai impossível o início de sessom; assim que todo depende do portátil paterno...).

Pido desculpas polo que semelha um desatendimento momentáneo do blog em todas as suas secções habituais (Sr. Cactus anda bem entristecido) e tentarei ressolver nos vindouros dias estes punheteiros inconvenientes.

Saúde!


Falar e escoitar. A importância da empatia e a posta em valor da alteridade

A semana passada rematou o curso "Falar e escoitar. Como e cando" de que vos falara há pouco mais de um mês. As distintas experiências e focagens que os/as sucessivos/as relatores/as tentárom transladar, com um grande nível de sucesso em geral, fôrom enormemente construtivas e enriquecedoras, feito para o que contribuiu com certeza o amplo abano de disciplinas a que todas estas persoas se dedicavam (professorado, estudiosos da música tradicional galega, profissionais da palavra -afinal resulta que ninguém gosta da denominaçom "contacontos", algo perfeitamente entendível-, regueifeiros, pedagogos/as etc.).

Resulta moi gratificante saber que nom som poucas, precisamente, as persoas que tencionam cada dia fazer do ensino uma tarefa mais integradora e cativante que implique a todas as partes da comunidade educativa (estudantado, professorado, famílias e PAS) como ponto fulcral para uma educaçom que revalorize a ideia da co-formaçom alunado-professorado, às vezes (por que nom?) incluso bidireccional e retro-alimentada. O futuro do nosso estudantado depende da posta em valor desta perspectiva inovadora e ambiciosa. O objectivo bem o merece.

Por sorte, passo a passo, vai ficando atrás aquela época em que o panorama interpretado e reproduzido por Francesco Tonucci, na sua genial "Máquina da escola", parecia o único dos possíveis.

"Paradoxalmente, poderíamos afirmar que tenhem sucesso na escola quem nom o precisam. A escola, que debería contribuir a introducir a igualdade entre os cidadãos, pola contra alimenta as diferenças." (F. Tonucci)

Las mágicas aventuras de Sr. Cactus


Dia livre! Bemvind@s à fim de semana! A bailaaarrrr!



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